25 julho 2010
férias de inverno e o tricô
29 junho 2010
Sugestão de leitura - AS CRIANÇAS APRENDEM
Sugestão de leitura - TEMPUS FUGIT
11 maio 2010
família feliz
02 maio 2010
sem sono
De bombacha remendada
Vai cantando pela estrada
A canção do boi barroso
Que a tradição lhe ensinou
Do cusco amigo e companheiro
Que nunca teve infância
Pois não pode ser criança
Porque a vida não deixou
Êra, êra, êra boi da ponta
Nos já “temo” chegando
E cantando lá se vai
Êra, êra, êra boi do coice
Segue o piazito cantando
Que ainda de madrugada
Sai repontando a alvorada
Lá pro fundo da invernada
Pra onde a noite se ausentou
Menino gaúcho, guapo
Simboliza nos seus traços
A legenda dos farrapos
Que a historia glorificou
03 abril 2010
para quem tem memória curta
02 abril 2010
04 fevereiro 2010
hum!!!
24 janeiro 2010
FALA MESTRE - o que é um amigo
Com o amigo é diferente. Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simples presença traz alegria independentemente do que se faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas.
21 janeiro 2010
volto logo
03 janeiro 2010
retrô 2009
Levi Nauter
No dia 1º dia de 2010, decidi fazer uma retrospectiva parcial de 2009, um ano inesquecível até o fim dos meus dias.
Inevitável dizer que foi o ano da minha sonhada paternidade. Tornou-se real o acalentado desejo de quatorze anos de vida conjunta com a Lu, meu braço forte e racional na relação a dois. A Maria Flor veio na melhor hora. Nossa casa encheu-se de mais alegria, desde março. Acompanhamos literalmente de perto cada fase da nossa joia: o abrir dos olhos esverdeados; os primeiros sorrisos; os primeiros dentinhos; as imitações da mãe e do pai; as gargalhadas; as primeiras manhas e ranços. Agora, o sufoco que temos com as lindas engatinhações pela casa toda, e a tara por colocar chinelos na boca. Um maravilhoso sufoco. Ela é, sem dúvida, parte das nossas vidas. Não nos imaginamos sem ela. A mais linda flor em casa.
Afora a Maria, que me enche de graça, suei a camisa no trabalho. Trabalhei desde janeiro ministrando aulas de língua portuguesa, além do normal que há dez anos faço numa escola municipal. Concluí minha docência em dezembro bastante contente com os resultados (dos quais pelo menos um texto deve sair). Os últimos três meses foram desafiadores. Recebi e aceitei o convite de uma formação patrocinada pelo Instituto Unibanco. Belas experiências.
No campo musical, por razões óbvias, CDs infantis tiveram lugar cativo por aqui. Também mergulhei na música brasileira (e não na abrasileirada). Consegui discos que há muito procurava: Pérolas aos poucos, do Wisnik, e Estopim, da Na Ozzetti, são alguns exemplos. A música do Brasil é riquíssima e dela não abro mão para muito do restolho que nos chega enlatado. Em termos de leitura, aproveitei bem. Li bastante: comecei e abandonei alguns livros; com outros, fui até a metade e uns poucos foram terminados. Minha atenção e foco estiveram noutro lugar.
Perspectivas 2010
Sei, de antemão, que trabalharei manhã, tarde e noite – a começar no final de fevereiro. Meu tempo, portanto, será escasso e, em consequêcia, terei de otimizar o que restar. Opcionalmente a Flor e a Lu terão primazia.
No campo da política, para o bem da democracia, espero que mude todos os governantes (oito anos é demais e quatro já está bom). O legislativo precisaria de uma sacudidela, o que infelizmente não irá ocorrer, graças a uma alienação reinante perpetuada pelos próprios legisladores (com raríssimas exceções, claro). Também espero que tanto a esquerda quando a direita (não acredito que ainda exista), cristã ou não, pare de se pintar baluarte da boa política e notem a funesta unissonância discursiva.
E para me ir bem, cercar-me-ei de música, livros e conversas. Ah, e muito carinho de bebê!
Feliz Ano Novo a todos.
NOTA
Ilustração de Kerry Millard para o livro A ilha de Nim, da canadense Wendy Orr. Publicado no Brasil pela Brinque-Book, a obra é uma novela infanto-juvenil. www.brinquebook.com.br
30 novembro 2009
[últimos dias de dedicação total]
Levi Nauter
Sua presença me faz rir
Nos dias feitos pra chover
Não há revolta pra sentir
Nem há milagre pra não crer
Chico César
Estou aproveitando o máximo que posso dos últimos dias em que tenho o privilégio de estar em tempo integral com a minha filhota. Tudo o que é bom dura pouco – dizia minha mãe. Tendo a concordar com ela no contexto em que estou tratando.
Foram três meses de convívio intenso. Aprendi coisas que jamais esquecerei, tampouco imaginava ser capaz de realizar. Nada, absolutamente nada, substitui a alegria divina de se ter um filho. Acompanhei o nascimento dela: o seu primeiro chorinho, a primeira injeção, além de alguns exames cruciais para a vida de uma criança e que – ao mesmo tempo – doem de serem feitos.
A Lu ficou seis meses com ela; eu, mais três. Demos o máximo de carinho possível. Paparicamos por todos os lados. E somos eternamente agradecidos a Deus pela perfeição da nossa anjinha. Ela é um amor. Está sempre sorrindo. Tal como o pai, adora música (espero que, no futuro, adore também a leitura). Durante esse tempo, ela conheceu alguns amigos bem chegados com os quais convivemos bastante. Todos queriam agarrá-la, beijá-la. Para nós – pais – isso sempre foi o ápice.
Sempre nos deu e sempre nos dará uma alegria indizível olhá-la em momentos distintos, a fim de verificar se tudo está bem, e notá-la respirando, espreguiçando-se, dando lindos gemidos de preguiça. Não lembro de não ter chorado de emoção ao ver essa cena.
No entanto, a vida diária e cotidiana nos chama. Temos de trabalhar, manter nossos sustentos e, na medida do possível, projetar coisas para a nossa princesa. Certamente, também, estaremos sempre em alerta, absolutamente prontos para quaisquer eventualidades que a paternidade nos imponha.
Mesmo que ela não entenda (só tem oito meses) digo que será um aperto deixá-la para ir ao trabalho, mas que será um prazer enorme voltar pra casa correndo, saudoso daquele sorriso que nos amolece, nos emociona, nos faz ser gratos a Deus, nos faz cada vez mais esperançosos de que a vida pode ser cada dia melhor.
Eu te amo, filha linda!!!
Nossa Maria Flor.
22 novembro 2009
a Flor pelo olhar de uma aluna




