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12 junho 2012

à minha namorada

12 junho 2012 0
Levi Nauter




Lu,

As palavras apenas chegam perto do que a gente quer dizer. E, no meu caso, que pouco conheço da profundidade e da sua variedade, é ainda pior.

Mesmo assim não poderia deixar passar em branco o nosso dia.

Sinto-me muito feliz por te namorar até hoje. Ainda lembro do nosso encontro, há vinte anos, quando a nossa timidez parecia que não iria nos levar tão longe. E, no entanto, cá estamos refletindo sobre o nosso caminho.

É muito bom te amar! Os meus dias ficam mais aconchegantes quando penso em ti. As noites ficam curtas e um dia é pouco.

Espero poder passar muitos vinte anos contigo.

Lembrei de uma música que há onze anos a gente vem cantando e que agora a nossa filha também faz o mesmo. Mais ainda, a canção reflete bem a nossa filosofia: viver, amar, valeu. A composição é do sempre bom Gonzaguinha e é belamente interpretada pela Zizi Possi, no CD Valsa Brasileira.



Quando a atitude de viver
É uma extensão do coração
É muito mais que um prazer
É toda carga da emoção
Que era o encontro com o sonho
Que só pintava no horizonte
E, de repente, diz presente
Sorri e beija a nossa fronte
E abraça e arrebenta a gente
É bom dizer viver, valeu
Ah! já não é nem mais alegria
Já não é nem felicidade
É tudo aquilo num sol riso
É tudo aquilo que é preciso
É tudo aquilo paraíso
Não há palavra que explique
É só dizer viver, valeu
Ah! eu me ofereço esse momento
Que não tem paga e nem tem preço
Essa magia eu reconheço
Aqui está a minha sorte
Me descobrir tão fraco e forte
Me descobrir tão sal e doce
E o que era amargo acabou-se
É bom dizer viver, valeu
É bom dizer amar, valeu.
Amar, valeu.





 

 

30 novembro 2009

[últimos dias de dedicação total]

30 novembro 2009 0

Levi Nauter



Sua presença me faz rir

Nos dias feitos pra chover

Não há revolta pra sentir

Nem há milagre pra não crer

Chico César





Estou aproveitando o máximo que posso dos últimos dias em que tenho o privilégio de estar em tempo integral com a minha filhota. Tudo o que é bom dura pouco – dizia minha mãe. Tendo a concordar com ela no contexto em que estou tratando.

Foram três meses de convívio intenso. Aprendi coisas que jamais esquecerei, tampouco imaginava ser capaz de realizar. Nada, absolutamente nada, substitui a alegria divina de se ter um filho. Acompanhei o nascimento dela: o seu primeiro chorinho, a primeira injeção, além de alguns exames cruciais para a vida de uma criança e que – ao mesmo tempo – doem de serem feitos.

A Lu ficou seis meses com ela; eu, mais três. Demos o máximo de carinho possível. Paparicamos por todos os lados. E somos eternamente agradecidos a Deus pela perfeição da nossa anjinha. Ela é um amor. Está sempre sorrindo. Tal como o pai, adora música (espero que, no futuro, adore também a leitura). Durante esse tempo, ela conheceu alguns amigos bem chegados com os quais convivemos bastante. Todos queriam agarrá-la, beijá-la. Para nós – pais – isso sempre foi o ápice.

Sempre nos deu e sempre nos dará uma alegria indizível olhá-la em momentos distintos, a fim de verificar se tudo está bem, e notá-la respirando, espreguiçando-se, dando lindos gemidos de preguiça. Não lembro de não ter chorado de emoção ao ver essa cena.

No entanto, a vida diária e cotidiana nos chama. Temos de trabalhar, manter nossos sustentos e, na medida do possível, projetar coisas para a nossa princesa. Certamente, também, estaremos sempre em alerta, absolutamente prontos para quaisquer eventualidades que a paternidade nos imponha.

Mesmo que ela não entenda (só tem oito meses) digo que será um aperto deixá-la para ir ao trabalho, mas que será um prazer enorme voltar pra casa correndo, saudoso daquele sorriso que nos amolece, nos emociona, nos faz ser gratos a Deus, nos faz cada vez mais esperançosos de que a vida pode ser cada dia melhor.

Eu te amo, filha linda!!!

Nossa Maria Flor.





22 novembro 2009

a Flor pelo olhar de uma aluna

22 novembro 2009 0

Dando aulas, temos surpresas interessantes. Acima, uma foto da Maria Flor pelo olhar de uma aluna da segunda série cuja professora é a Lu.



10 novembro 2009

Em turno integral

10 novembro 2009 0

Levi Nauter





Passei por aqui a fim de dar algumas notícias. Estou ausente faz um tempo e isso tem lá suas razões.


Eu continuo escrevendo. Bem menos, é verdade. Sobretudo, o faço no meu caderno (gosto de rascunhar com caneta – num caderno – antes de ir ao computador). Mas os momentos e os horários mudaram significativamente. Agora é quando dá.


Pois bem, vamos ao que interessa.


Estou dedicado ao meu maior projeto de vida, à razão da minha vida, à paternidade. Desde setembro cuido em tempo integral da minha linda Maria Flor; e assim continuarei até o final de novembro. Dedico-me de corpo e alma na curtição de todas as funções que um ser miúdo demanda. Colo, passeios, remédio, fralda, suco, fruta, papinha, brinquedos e brincadeirinhas; almoço. Tudo comigo. Agora ela está enrolando e ensaiando as primeiras palavras. Já se observa os dois primeiros dentinhos. Além disso, o cuidado está sendo redobrado porque ela não para mais na mesma posição em que é deixada. Também notamos que ela adora música, espero que tenha um gosto aproximado do pai e da mãe. Veremos.


No pouco tempo que me sobra leio, ouço mmmmuuuuiiiittttaaaa música (um vício desde sempre), rabisco textos, preparo aulas, assisto a filmes e cuido de algumas tarefas domésticas.
Com a chegada da Maria Flor – esperada há catorze anos – não poupamos esforços para “lamber a cria”. Estamos sempre perto. Ela é o centro. O resto pode esperar. Daqui a pouco ela irá para uma escolinha e nós tentaremos retomar a nossa ‘rotina’ normal; por isso, não nos parece cansativa essa total dedicação. É-nos um privilégio.


Viva a Flor da nossa vida.


26 abril 2009

24-04-09 - Feliz Aniversário

26 abril 2009 1

Levi Nauter










Filha maravilhosa, presente de Deus para as nossas vidas!!!

Feliz Mensário!

Que mistério maravilhoso: estás conosco há um mês e não nos imaginamos sem você. Teu cheiro, tua pele, tua cor, tua voz, tudo em ti é motivo de nossa alegria e felicidade.

Te amamos,
Levi & Luciane,

os pais mais bobos do mundo.



07 novembro 2008

às flores da minha vida

07 novembro 2008 1
Levi Nauter


Depois de uma noite e um dia de cão, passado dentro de um hospital (outro texto tratará disso), fico cada vez mais admirado com a minha mulher – a mãe da Flor. Não posso cansar de dizer que Deus foi extremamente generoso comigo dando-me a oportunidade de conviver com ela. Por isso, meu agradecimento pelas muitas forças que recebo para continuar vivo. E para as duas flores da minha vida, ofereço uma música linda: Linda Flor (o link abaixo permite ouvi-la. Originalmente, Zélia canta essa música no CD Eu me transformo em outras – boa pedida!).


Linda Flor

Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto


Ai, ioiô

Eu nasci pra sofrer

Foi olhar pra você

Meus zoinho fechou

E quando os óio eu abri

Quis gritar, quis fugir

Mas você

Eu não sei porque

Você me chamou


Ai, ioiô

Tenha pena de mim

Meu senhor do Bonfim

Pode inté se zangar

E se ele um dia souber

Que você é que é

O ioiô de iaiá


Chorei toda noite, pensei

Nos beijo de amor que te dei

Ioiô, meu benzinho do meu coração

Me leva pra casa, me deixa mais não

Chorei toda noite, pensei

Nos beijo de amor que te dei

Ioiô, meu benzinho do meu coração

Me leva pra casa, me deixa mais não





http://www.youtube.com/watch?v=ErDQY6sPwHE



 
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